Monday, April 6, 2009
Monday, November 3, 2008
All the good things comes to an end
Não sei nem como começar esse que vai ser o maior post desse blog, so far.Algumas semanas atrás, completei 1 ano e meio de Austrália, e em poucas semanas tô indo embora.Deveriam ser posts diferentes, mas que seja. É incrível como esse tempo passou tão rápido, e tão devagar, e o quanto essa experiência fez com que eu mudasse em tantos sentidos. Eu não sei o que passava pela cabeça das pessoas quando deixei o Brasil...quando entrei naquele avião...Pra mim, a ficha ainda não tinha caído.E assim foi indo em SP, Chile, NZ e todas as escalas do vôo, na primeira vez que voei na vida.Lembro perfeitamente da primeira vez que vi Sydney, pela janela do avião.Cheguei no aeroporto, com ninguém me esperando, obviamente.Comprei cartão telefônico, liguei pra casa, peguei um táxi e fui pro centro, pro meu backpacker, admirado com tudo que via.Foi como nascer de novo. Ter que aprender uma nova língua, fazer novos amigos, conhecer um lugar completamente novo, aprender a cozinhar, lavar, limpar, etc, etc, etc.E como foi difícil no início. Lembro do arrependimento, dos choros, da vontade de ir embora...E aí começaram as aulas...os primeiros novos amigos, inclusive a de inglês, que é minha amigona até hoje.Só depois de um mês consegui o primeiro trabalho, montando e desmontando eventos. E assim foi, contando estoques, tirando chiclete de calçada, fazendo mudanças, entregas de móveis, fazendo cachorro quente em jogos de Rugby, servindo cerveja, até chegar à garçom, que é a minha atual profissão. E o engraçado é que eu gosto.Sem contar tudo que aprendi, como carregar três (às vezes até quatro) pratos, fazer café naquelas máquinas grandes, e toda a etiqueta necessária pra trabalhar em restaurantes chiques e hotéis 5 estrelas.
Morei em backpacker, em uma casa, em outra, e agora num apê.
Morei com dezenas de nacioalidades diferentes, aprendi
palavrões em diversas línguas.
Viajei bastante, praticamente a Austrália inteira.Semana que vem tô indo pra mais uma parte dela, a tão famosa East Coast. As amizades que fiz, maravilhosas.Tão intensas e, no fim, passageiras. Todo mundo tá sempre indo e vindo.Bom, hoje tenho amigos em vários países.Isso é algo que vou sentir muita falta, dos amigos que tenho aqui, principalmente do Jonas.Chegamos no mesmo dia, nos conhecemos na mesma escola, moramos um tempo juntos... uma amizade que foi se fortalecendo aos poucos, e a gente tem tanto em comum, e se diverte tanto quando a gente tá junto, fazendo qualquer coisa que é incrível. Uma pessoa que eu amo, admiro, e vou sentir falta demais³. E a conclusão depois desse tempo todo aqui?Eu amo a Austrália. Simples assim.Fico triste pelas pessoas que não conseguem ver a magnitude e beleza desse lugar.Não é por acaso que foi comprovado como o melhor lugar do mundo pra viver.Depois de um ano fui pro Brasil de férias, e voltei pra cá.Talvez eu seja o estranho, mas estranho mesmo é voltar pra casa.Theres no place like home, mas o que fazer quando você já não sabe mais onde pode chamar de "home", e quando a sede de conhecer, conhecer, conhecer é insaciável? A minha vida na Austrália e todas as histórias, de tudo que aconteceu, eu poderia escrever um livro. Com alguns capítulos proibidos pra menores. Agora, eu tô indo embora.Ano que vem quero ir pros Estados Unidos, Canadá, Europa e Ásia.Passar o ano de 2009 viajando.
Esse é o plano.Sujeito à alterações, óbvio. Mas hoje, esse é o plano. See you soon.
Wednesday, October 22, 2008
whatathink
Às vezes só escrevo a idéia principal num bloco de notas e depois, quando eu resolvo postar que eu a trabalho.
Recentemente as duas idéias derivaram da mesma situação, então lá vai tudo junto:
Me perguntaram se eu gosto do cinema nacional (brasileiro), e a minha resposta é, obviamente, não.
Enquanto não mudar, não tem como eu gostar.
Eu lembro da época da faculdade e os 4 Ps do Marketing. No cinema brasileiro são 3: Palavrão, pobreza e putaria.
É sempre a mesma coisa, com favela, sertão, violência e pobreza.
Porra, é tão difícil fazer um filme normal, sobre o nada? Uma comédia, ficção científica, drama, aventura, whatever!
Mas não, é sempre a mesma coisa. E eu não gosto.
Não é de se estranhar a visão distorcida que os “gringos” tem do Brasil.
Sou totalmente contra generalização e estereótipo de qualquer tipo, mas o ser humano prega as suas peças.
15 segundos de fama, funcionários do mês, o homem do ano.
Existem as exceções, os Alexander Supertramp, mas todos os outros querem estar em destaque.
Querem atenção.
Ser o centro das atenções.
Quem não se sente bem com um pouco de status, um pouco de reconhecimento, de ser ídolo?
Eu sei como é, já fui assim também.
O pior é quando tudo acaba.
Acostumado com uma vida “normal”, de repente ganha tudo isso, e aí perde e o normal não é mais suficiente.
Todo mundo quer sempre mais.
Let’s go into the wild.
Tuesday, October 14, 2008
Dependo do ponto de vista
Não adianta. Tudo, absolutamente tudo SEMPRE irá ter opiniões diversas.
Faz parte da nossa natureza. Questionar, indagar, dissertar, reclamar, ar, ar, er, ir, or, ar, ar, (infinito).
Esqueço do assunto, mas quando me perguntam sobre os dias que trabalho, a primeira resposta é:
- Mas então você nunca tem dia de folga?
Trabalho de segunda à sexta das 6 da noite até as 10, sábado das 6 à meia noite, e domingo meio dia à meia noite.
Teoricamente não tenho dia de folga, mas durante a semana tenho o dia inteiro de folga.
Basta eu acordar cedo que posso fazer milhares de coisas.
E aí a pessoa fala:
- Tem razão.
Sei lá né, só depende do ponto de vista.
Tuesday, September 30, 2008
.a glance
Que eu não me vejo vivendo numa bolha, que eu não me vejo retrocedendo, que eu não me vejo parando.
Eu quero é sempre mais.
Wednesday, September 24, 2008
Fast track
Os dias passam muito rápido aqui.
Os dias, as semanas, os meses.
Mal voltei, e tá chegando a hora de partir.
E tudo tem acontecido tão rápido e devagar at the same time.
Nas últimas semanas tenho feito várias novas amizades… algumas boas demais, amizades de verdade.
Antigos amigos, não tão antigos amigos e até mesmo parceiros de festas.
Eu preciso de pessoas à minha volta, preciso me sentir bem vindo, e felizmente isso tem acontecido ultimamente, e bastante.
São pessoas que eu vou sentir muita falta, quando sair daqui.
Tenho ido em novos bares e praias, mas também continuo frequentando os de costume, e confesso: não me canso.
Talvez pelo fato de ser uma cidade tão turística e, portanto, sempre com pessoas novas nos mesmos velhos lugares, ou talvez por ser bom mesmo, pelo fato de que a vida, o mundo aqui tem uma atmosfera tão diferente da que sou acostumado.
São lugares que eu vou sentir muita falta, quando sair daqui.
Tenho cerca de dois meses ainda aqui.
E, ironicamente, eu ainda não tenho certeza de coisa alguma.
Quando questionado sobre meu breve futuro, eu respondo com a viagem da Costa Leste da Austrália, da Nova Zelândia e da volta para o Brasil.
Tudo parece certo e definido. Wrong.
Não tenho planos definidos para nenhuma das acima citadas.
E voltar pro Brasil? Eu vou.
Agora ficar lá? Eis o mistério da fé.
Eiste a possibilidade e a vontade de ir para os EUA, início do ano que vem.
A vontade de ficar aqui também, existe, óbvio.
Mas não irei. E o que me conforta é que eu coloquei, em algum lugar do meu subconsciente, a idéia de que I’ll be back.
A única certeza, hoje, é de que tudo isso são coisas que eu vou sentir muita falta, quando sair daqui.
Tuesday, September 23, 2008
“Hello sunshine”
It’s been a while.
E eu não sou capaz de explicar o porquê.
Não consigo utilizar uma singela e/ou esfarrapada desculpa que explique.
Mesmo assim eu não escrevo.
Não posso falar que é falta de tempo, sendo que tenho todos os dias, o dia inteiro, livre, e também a noite.
Não posso falar que é falta de novidades, pois ultimamente tenho saído bastante, tenho feitos cada vez mais novas amizades, ido em lugares novos.
Não posso falar que tenho vergonha de escrever aqui, até porque não tenho, e mesmo o fato de existirem pessoas que eu gostaria que não lessem esse blog, não justifica.
Mesmo assim eu não escrevo.
Now don’t get me wrong.
Eu adoro escrever.
Considero a minha vida excitante, maravilhosa, e já passei por tanta coisa, mas tanta coisa, que eu poderia escrever um livro.
Mesmo assim eu não escrevo.
Se é pra escrever num Bloco de Notas e salvar no meu computador pra ninguém ler, eu não vejo sentido.
E é aí que entra esse blog, pra todos terem acesso ao que se passa nessa minha louca cabeça cheia de (nem sempre tão) incríveis idéias.
Mesmo assim eu não escrevo.
Talvez a hora que eu definir que caminho seguir, que decisões tomar e principalmente encarar isso tudo de frente, by myself, eu consiga me expressar e todos consigam entender.
Enquanto isso, a vida vai passando.
E mesmo assim…
Wednesday, August 13, 2008
Mar sem fim
“Um homem precisa viajar.
Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livro ou TV.
Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu.
Para um dia plantar suas próprias árvores e dar-lhes valor.
Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o
desabrigo para estar bem sob o próprio teto.
Um homem precisa viajar para lugares que não conhece, para quebrar essa arrogância que nos
faz ver o mundo como imaginamos e não simplesmente como ele é ou pode ser. Que nos faz
professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”
Amyr Klink
Thursday, August 7, 2008
Stand by me
Só que comprei minha passagem pra Cairns, dia 10 de Novembro.
No mais tudo na mesma…
Tuesday, July 29, 2008
O amor não tira férias
Não sei a idade, e nem perguntei, mas no final da refeição a gente conversando, o senhor tava me contando que participou da primeira guerra mundial, portanto, pode colocar uns 90 aninhos aí.
Aí eles me contaram que estavam na cidade pq eles participam de um grupo que dá suporte aos viúvos e viúvas de guerra.
Nisso, a senhora, nos seus 90 e tantos tbm, me conta que os dois se casaram ano passado!
Se conheceram nesse grupo, os dois eram viúvos de guerra, se apaixonaram e tchãrãm
Falando em restaurante, ontem recebi a clássica pergunta: “Você é Francês ou Italiano?”
O_o
Toda vida, toda vida.
Long story short, sexta-feira nada de muito forte, sábado sim, fazia tempo que eu não amanhecia e acabei indo dormir as 10:30 da manhã, domingo trabalhar e ponto.
Agora de volta à rotina de só trabalhar a noite, mas to investindo forte nos contatos pra arrumar um trabalho na minha área e semana que vem tenho uma entrevista.
xoxo