.a glance
Que eu não me vejo vivendo numa bolha, que eu não me vejo retrocedendo, que eu não me vejo parando.
Eu quero é sempre mais.
Os dias passam muito rápido aqui.
Os dias, as semanas, os meses.
Mal voltei, e tá chegando a hora de partir.
E tudo tem acontecido tão rápido e devagar at the same time.
Nas últimas semanas tenho feito várias novas amizades… algumas boas demais, amizades de verdade.
Antigos amigos, não tão antigos amigos e até mesmo parceiros de festas.
Eu preciso de pessoas à minha volta, preciso me sentir bem vindo, e felizmente isso tem acontecido ultimamente, e bastante.
São pessoas que eu vou sentir muita falta, quando sair daqui.
Tenho ido em novos bares e praias, mas também continuo frequentando os de costume, e confesso: não me canso.
Talvez pelo fato de ser uma cidade tão turística e, portanto, sempre com pessoas novas nos mesmos velhos lugares, ou talvez por ser bom mesmo, pelo fato de que a vida, o mundo aqui tem uma atmosfera tão diferente da que sou acostumado.
São lugares que eu vou sentir muita falta, quando sair daqui.
Tenho cerca de dois meses ainda aqui.
E, ironicamente, eu ainda não tenho certeza de coisa alguma.
Quando questionado sobre meu breve futuro, eu respondo com a viagem da Costa Leste da Austrália, da Nova Zelândia e da volta para o Brasil.
Tudo parece certo e definido. Wrong.
Não tenho planos definidos para nenhuma das acima citadas.
E voltar pro Brasil? Eu vou.
Agora ficar lá? Eis o mistério da fé.
Eiste a possibilidade e a vontade de ir para os EUA, início do ano que vem.
A vontade de ficar aqui também, existe, óbvio.
Mas não irei. E o que me conforta é que eu coloquei, em algum lugar do meu subconsciente, a idéia de que I’ll be back.
A única certeza, hoje, é de que tudo isso são coisas que eu vou sentir muita falta, quando sair daqui.
It’s been a while.
E eu não sou capaz de explicar o porquê.
Não consigo utilizar uma singela e/ou esfarrapada desculpa que explique.
Mesmo assim eu não escrevo.
Não posso falar que é falta de tempo, sendo que tenho todos os dias, o dia inteiro, livre, e também a noite.
Não posso falar que é falta de novidades, pois ultimamente tenho saído bastante, tenho feitos cada vez mais novas amizades, ido em lugares novos.
Não posso falar que tenho vergonha de escrever aqui, até porque não tenho, e mesmo o fato de existirem pessoas que eu gostaria que não lessem esse blog, não justifica.
Mesmo assim eu não escrevo.
Now don’t get me wrong.
Eu adoro escrever.
Considero a minha vida excitante, maravilhosa, e já passei por tanta coisa, mas tanta coisa, que eu poderia escrever um livro.
Mesmo assim eu não escrevo.
Se é pra escrever num Bloco de Notas e salvar no meu computador pra ninguém ler, eu não vejo sentido.
E é aí que entra esse blog, pra todos terem acesso ao que se passa nessa minha louca cabeça cheia de (nem sempre tão) incríveis idéias.
Mesmo assim eu não escrevo.
Talvez a hora que eu definir que caminho seguir, que decisões tomar e principalmente encarar isso tudo de frente, by myself, eu consiga me expressar e todos consigam entender.
Enquanto isso, a vida vai passando.
E mesmo assim…